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Prefeitura decreta estado de calamidade pública em Belford RoxoApós o desabamento de duas casas e a ocorrência de vários deslizamentos, a prefeitura de Belford Roxo declarou estado de calamidade pública na cidade. A Defesa Civil do município informou que os desabrigados e desalojados estão sendo levados para o Ciep Vinícius de Moraes, no bairro Parque Colonial, próximo a Lote XV, onde a Secretaria de Saúde instalou um posto de atendimento de emergência para primeiros socorros e hidratação oral.

A região de Lote XV foi a mais afetada pelas últimas chuvas, que prejudicaram ainda os moradores de Vale do Ipê, Wona, Maringá, Vasco, Roseiral e Parque Amorim. Hoje, dez escolas foram fechadas no Vale do Ipê por conta da enchente, do excesso de lama ou da falta de água. Cerca de 12 mil alunos ficaram sem aulas.

O coordenador da Defesa Civil de Belford Roxo, major Alex Alves, está preocupado com novas pancadas de chuva.

- Choveu cerca de 70% do que estava previsto para o mês de novembro apenas nas últimas 24 horas. Estamos com 52 homens nas ruas fazendo o atendimento, junto com o Corpo de Bombeiros. Minha preocupação é que há previsão de chuva para as próximas horas – afrimou o major.

Os telefones da Defesa Civil de Belford Roxo são 2663-7963 e 2761-6471.

Fonte: O Globo.

Artigo relacionado: Cabral anuncia hospital de campanha no Vale do Ipê

Belford RoxoSegue reportagem publicada no jornal de bairros de O Globo sobre as carências que Belford Roxo guarda mesmo após 20 anos de emancipação:

“Em 2010, a cidade de Belford Roxo completa 20 anos de emancipação. Na época, a população comemorou a decisão. Todavia, não há muito o que comemorar devido ao abandono do município. Não existe até hoje maternidade pública ou hospital de grande porte; faltam instituições educacionais como Cefet, Pedro II, escola técnica da Faetec, colégios de aplicação e universidades públicas como Uerj, UFF, UFRJ, Unirio e Rural; não há linhas de ônibus para lugares como Castelo, Praça XV, Zona Sul, Campo Grande, Tijuca, Niterói ou Ilha; faltam postos do Procon a fim de melhor atender a população; não há museu, teatros ou cinema populares; não há cabines policiais em praças como Lote XV, Prata, Xavante, Areia Branca e Heliópolis; e há bairros inteiros sem saneamento como Itaipú, Saramandaia, Xavante, São Francisco e Roseiral. Pedimos ao Congresso, à Alerj, à Câmara de Vereadores e a órgãos como Ministério Público e Defensoria Pública, que ajudem os cidadãos de Belford Roxo.”

Embora já existam polos de ensino profissionalizante da FAETEC e de ensino universitário do CEDERJ, o acesso à educação realmente ainda é muito precário em Belford Roxo, bem como o acesso a saúde, transporte, lazer e, principalmente, saneamento. Infelizmente, essa situação ainda não motiva os governantes que entram na cidade a mudar a política de só varrer as ruas e passar uma tinta nos postes com as cores do governo.

Fonte: O Globo.

Governo do EstadoConvênio firmado na segunda (3/8) entre o prefeito Alcides Rolim e o governador Sergio Cabral no Palácio Guanabara, garante R$ 5 milhões para a realização de obras em Berford Roxo. Pelo acordo, 95% da verba vem do PADEM, Programa de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios do Estado do Rio, e 5% precisa vir da própria prefeitura.

Os recursos serão investidos em obras de drenagem e pavimentação em Areia Branca, Barro Vermelho, Hinterlândia e Aldeia da Felicidade. Alcides Rolim ressalta que, além dos recursos do PADEM, a reunião de segunda rendeu a confirmação da promessa de mais duas UPAs no município, para os bairros de Roseiral e Nova Aurora.

Para Sergio Cabral, os investimentos em infraestrutura e reordenamento urbanístico de Belford Roxo revelam mais um passo na descentralização de recursos. “É uma forma inteligente de descentralizar o orçamento do Estado. É uma maneira de o recurso chegar mais rápido nas mãos de quem merece que é o povo da cidade”, afirmou o governador.

Fonte: Jornal Hora H.

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Secretaria Especial dos Direitos HumanosO abuso sexual dentro do próprio lar, que tem no agressor alguém da família, é o tipo de violência contra a criança e o adolescente mais citado pelas instituições que atendem menores, no município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. As ocorrências desse tipo de abuso, chamado de intra-familiar, são maiores que as do abuso sexual extra-familiar, cometido fora do âmbito da família.

O resultado consta de pesquisa realizada pelo Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência Sexual Infantojuvenil no Território Brasileiro (PAIR), divulgada nesta quarta-feira (8), em seminário realizado em Belford Roxo. O PAIR é coordenado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República.

A coordenadora do programa no estado do Rio, Valéria Brahim, explicou que o PAIR tem o objetivo de fazer um diagnóstico da violência infantojuvenil e funciona como um estímulo para o trabalho conjunto dos programas de enfrentamento à violência sexual. “E, principalmente, [conhecer] quais são as instituições que estão trabalhando nesse enfrentamento, para otimizar essas ações”, disse.

Segundo Valéria, que também é gerente de programas sociais da Associação Brasileira Terra dos Homens (ABTH), ainda há pouca informação, no município de Belford Roxo, sobre outros tipos de crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes, entre os quais o turismo sexual, a pornografia infantil e o tráfico para fins de exploração sexual.

Ela acredita que o abuso sexual dentro e fora do lar é o mais citado, em parte, devido à falta de identificação de outros casos de exploração sexual. Por isso, Valéria destacou a importância de as pessoas denunciarem esses crimes. “As redes de exploração sexual são muito bem formadas e, muitas vezes, as pessoas têm medo de denunciar. Mas a gente sabe que a denúncia pode ser feita anonimamente pelo Disque 100, que é um número nacional”.

“A gente tem uma escala gradativa. Quanto menor a criança, o abuso sexual intrafamiliar praticado por alguém de casa, dentro do lar é mais praticado, possivelmente por uma maior vulnerabilidade dessa criança e da confiança que ela tem nos parentes. E, quanto maior for a idade, a gente vai tendo uma ida para fora da família. Casos de abuso e exploração também acontecem com maior frequência nas faixas etárias maiores”, relata Valéria Brahim.

Segundo ela, embora o pai e o padrasto sejam os principais autores de violência sexual contra crianças e adolescentes identificados na cidade da Baixada Fluminense, seguidos do avô, tio e irmão, a figura materna também é encontrada entre os molestadores sexuais, em muitos casos. “Apesar de não ter aparecido com tanta frequência, até mesmo por uma questão de concepção da sociedade de que é o homem é o que violenta, há muitos casos de abuso que também são praticados por mães e avós que violentam seus filhos ou parentes mais próximos”. Foram identificadas três localidades de maior ocorrência de violência sexual infantojuvenil em Belford Roxo. São as comunidades do Parque São José, Shangri-lá e Praça de Heliópolis. Quando se busca a origem das crianças e adolescentes molestados, verifica-se, porém, que o número de comunidades citadas sobe para seis, e inclui as de Roseiral, Jardim Redentor e Bom Pastor. Em geral, são comunidades de menor poder aquisitivo. A coordenadora do PAIR ressaltou, contudo, que o abuso e a exploração sexual não estão ligados, necessariamente, à questão da renda. “A gente sabe que essa violência ocorre também nos condomínios da Barra da Tijuca e na Zona Sul, mas eles têm um muro de influência muito mais forte. E os casos não chegam, infelizmente, aos atendimentos públicos”. Isso significa que quanto mais rico for o autor da violência sexual contra a criança e o adolescente mais difícil fica a sua responsabilização.

A pesquisa foi realizada pelas equipes do PAIR e da ABTH e aplicada por universitários do curso de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foram ouvidas pessoas do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, da comunidade, de movimentos sociais organizados e das áreas de defesa e responsabilidade, atendimento e prevenção.

A maior parte dos entrevistados (87%) são pessoas da área governamental, das três esferas, com o campo de atuação majoritariamente voltado à política de proteção social especial em relação ao público-alvo (73%). Valéria Brahim salientou que cabe ao Estado enfrentar a questão da violência infantojuvenil. “O percentual da sociedade civil vem como um apoio ao que é uma função do Estado”.

A pesquisa constatou, ainda, que a maioria dos registros de violência sexual contra a criança e o adolescente (87%), no município de Belford Roxo, é feita por meio de denúncia anônima. A coordenadora do PAIR no Rio de Janeiro afirmou que a demanda, com a qual os conselhos tutelares se deparam, de atender à criança e protegê-la da violência sexual é tão premente que a sistematização dos registros acaba ficando num plano secundário. “Essa é uma questão que o Estado precisa observar para dar mais infraestrutura de trabalho a esses profissionais”.

Ela lamentou que ainda não haja, no país, uma cultura de direcionar esses dados para pesquisas, porque isso “é importante para a criação de políticas públicas. A gente precisa levantar a demanda para que a política pública seja de fato inaugurada e fomentada em casos que já existam”.

Fonte: CDI, Terra.

Companhia Força TotalA Companhia de Teatro Força Total apresenta no próximo domingo, dia 5/7, a peça “O Palhacinho que não sabia sorrir!” O evento acontece às 15h, na Igreja de São Judas Tadeu, na Rua Luiza Ribas 23, Bairro Roseiral, Belford Roxo. Os ingressos custam R$ 3. No elenco estão Keila Oliveira e Américo Abreu, que também fazem a direção da peça. A sonorização fica a cargo de Caroline Franco. O Palhacinho que não sabia sorrir conta a história de um profissional de circo muito triste, que sai a procura da felicidade.

Conheça mais sobre a Companhia de Teatro Força Total: www.companhiaforcatotal.xpg.com.br.

Tels: 8627-0366 / 9444-2163.

Fonte: Jornal Hora H.


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