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Belford RoxoSegue reportagem publicada no jornal de bairros de O Globo sobre as carências que Belford Roxo guarda mesmo após 20 anos de emancipação:

“Em 2010, a cidade de Belford Roxo completa 20 anos de emancipação. Na época, a população comemorou a decisão. Todavia, não há muito o que comemorar devido ao abandono do município. Não existe até hoje maternidade pública ou hospital de grande porte; faltam instituições educacionais como Cefet, Pedro II, escola técnica da Faetec, colégios de aplicação e universidades públicas como Uerj, UFF, UFRJ, Unirio e Rural; não há linhas de ônibus para lugares como Castelo, Praça XV, Zona Sul, Campo Grande, Tijuca, Niterói ou Ilha; faltam postos do Procon a fim de melhor atender a população; não há museu, teatros ou cinema populares; não há cabines policiais em praças como Lote XV, Prata, Xavante, Areia Branca e Heliópolis; e há bairros inteiros sem saneamento como Itaipú, Saramandaia, Xavante, São Francisco e Roseiral. Pedimos ao Congresso, à Alerj, à Câmara de Vereadores e a órgãos como Ministério Público e Defensoria Pública, que ajudem os cidadãos de Belford Roxo.”

Embora já existam polos de ensino profissionalizante da FAETEC e de ensino universitário do CEDERJ, o acesso à educação realmente ainda é muito precário em Belford Roxo, bem como o acesso a saúde, transporte, lazer e, principalmente, saneamento. Infelizmente, essa situação ainda não motiva os governantes que entram na cidade a mudar a política de só varrer as ruas e passar uma tinta nos postes com as cores do governo.

Fonte: O Globo.

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Gripe suínaO aumento do número de casos da nova gripe, chamada de gripe suína ou de Influenza A H1N1, vem preocupando o Governo e fazendo com que as prefeituras desenvolvam ações para evitar a proliferação do vírus que circula livremente pelo país. Na Baixada Fluminense, onde dois casos já foram confirmados em Nova Iguaçu, os municípios estão criando diversas estratégias preventivas no combate à nova gripe.

Em Belford Roxo, segundo a Secretaria de Saúde, há três meses todos funcionários ligados à área da saúde estão recebendo orientações de como combater e prevenir a doença durante os atendimentos em unidades de saúde.

No Hospital Jorge Júlio Costa dos Santos, o Hospital do Joca, na Piam, profissionais que atuam na unidade já usam máscaras de proteção, principalmente aqueles que atendem diretamente os casos suspeitos. Nos últimos dias o número de atendimentos de pessoas com sintomas da gripe no hospital, o único público do município, aumentaram significativamente. De acordo com a secretária de Saúde do município. Maria Célia Vasconcelos, esse aumento é comum nessa época do ano. “No inverno os casos de doenças respiratórias costumam surgir com mais frequência. Mas com a presença do Influenza A nossa atenção está sendo redobrada. Por enquanto estamos tomando medidas preventivas. Apenas no Hospital do Joca os funcionários e pacientes com casos suspeitos estão sendo orientados a usarem a proteção. Mas somente essa medida não basta. É preciso que a população se conscientize dos hábitos simples de higiene, como lavar bem as mãos e não espirrar ou tossir sem proteção”, afirma Maria Célia. Segundo ela, até o momento, 10 casos suspeitos da nova gripe foram registrados em Belford Roxo. Todos os pacientes já se submeteram aos exames de sangue, que não confirmaram a presença do vírus da nova gripe.

Na semana passada 21 mil unidades da mascarás protetoras foram compradas e distribuídas em todas as unidades públicas de saúde de Belford Roxo. Segundo Maria Célia, para centralizar os atendimentos em Belford Roxo, a partir de segunda-feira, dia 27/7, as cinco policlínicas do município (Neuza Brizola, no Centro, e as do Parque Amorim, Parque São José, Santa Maria e Heliópolis) estarão recebendo exclusivamente pacientes com suspeitas de gripe.

Fonte: Jornal de Hoje.

Artigo relacionado: Voltas às aulas na rede municipal de Belford Roxo marcada para a próxima segunda.

CVT Belford RoxoO CVT (Centro Vocacional Tecnológico) de Belford Roxo abre a partir do dia 3 de agosto inscrições para cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA). O objetivo é qualificar rapidamente pessoas que não tenham completado seus estudos. As inscrições estão abertas até o dia 8 de agosto e as aulas começam no dia 10.

O EJA oferece aos alunos a oportunidade de adiantar os estudos, tendo a oportunidade de passar à série seguinte após seis meses de curso. O EJA é o segmento de ensino da rede escolar pública brasileira que recebe os jovens e adultos que não completaram os anos da educação básica na idade apropriada e querem voltar a estudar.

As vagas oferecidas são para quem vai retomar os estudos a partir do 6º ano do ensino fundamental (antiga 5ª série do 1° grau). Para se candidatar a uma vaga é preciso ter mais de 15 anos de idade e completado o 5º ano do ensino fundamental (antiga 4ª série do 1° grau). O EJA é uma modalidade de ensino semi-presencial, ou seja, os alunos estudam em casa e comparecem à unidade para tirar dúvidas e realizar as provas.

Para se inscrever basta ir ao CVT Belford Roxo na rua Antonio Lima, S/N°, em Heliópolis, durante o período de inscrições, das 8 às 20h, tendo em mãos um documento de identidade original. As vagas serão distribuídas por sorteio. Após o sorteio das vagas, os selecionados deverão realizar suas matrículas definitivas. Em breve serão abertas turmas do EJA para 7º, 8º e 9º ano e para o ensino médio.

Para maiores informações, consulte o CVT Belford Roxo nos números (21) 2758-3759 e  (21) 2758-3634.

Fonte: Site da Baixada.

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Campeonato de Futebol Amador de Belford RoxoCinco jogos abrem amanhã a terceira rodada do Campeonato de Futebol Amador de Belford Roxo. O evento é uma parceria da Liga de Desportos da cidade com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. Dez equipes participam da competição.

No primeiro jogo da rodada, às 9h30, o líder Pinheiros (6 pontos) recebe o Novo Eldorado, no Vale do Ipê. Ao meio-dia, o Nova Esperança enfrenta o Guaraciaba, no campo das Pedrinhas; e o Nova Geração mede forças com o União de Belford Roxo, em Shangri-lá. Vila Maia e Hinterlândia (14h, campo do Vila Maia) e Piam e Costa Junior (15h, no campo do São Francisco) complementam a rodada.

O campeonato será disputado por pontos corridos em turno e returno, e as quatro melhores equipes vão para as semifinais, quando não haverá vantagem de pontos. O campeão, o vice-campeão, o artilheiro e o goleiro menos vazado receberão troféus. A equipe mais disciplinada também será premiada com uma taça.

O secretário municipal de Esporte e Lazer, Francisco Jucier, o ZZ da Crajubar, destacou que Belford Roxo é um “celeiro” de bons jogadores e o campeonato será mais uma oportunidade para que esses atletas se destaquem e tornem-se profissionais. “Estamos dando toda infraestrutura para que o evento seja um sucesso, pois o prefeito Alcides Rolim aposta no esporte como forma de inclusão social. Recentemente, participamos da Copa Trivella, no Recreio, e os alunos da vila olímpica ficaram entre os oito melhores. O trabalho foi tão bem desenvolvido que o técnico Daniel foi convidado para as categorias de base do Heliópolis. Não tenho dúvidas que o esporte é o melhor caminho”, enfatizou o secretário, lembrando que muitos jogadores saíram de Belford Roxo para diversas equipes do Brasil. Um deles é Carlos Alberto, o Cao, que foi campeão brasileiro como lateral-direito pelo Flamengo em 1980. Além dele e Léo Fortunato, o município revelou ainda o atacante Marco Aurélio “Jacozinho”, que saiu de Hinterlândia para o Flamengo na década de 90.

Entusiasmado com o andamento do campeonato, o presidente da Liga de Desportos de Belford Roxo, Walter Santos, elogiou a disposição da Secretaria de Esporte e Lazer em firmar parceria para a realização da competição. “Os clubes estão animados, e o apoio da prefeitura está sendo fundamental. A competição está bem disputada e o público prestigiando”, afirmou Walter.

Fonte: Jornal de Hoje.

Dia Municipal de Jejum e OraçãoEsta última quinta foi o Dia Municipal de Jejum e Oração, na Praça Eliakim Batista, no Centro de Belford Roxo. Organizado pela comunidade evangélica, o evento, realizado pela segunda vez, foi comemorado com show do cantor e Pastor Antônio Cirilo, de Minas Gerais. Os pastores e os fiéis oraram pela saúde do prefeito Alcides Rolim, que compareceu ao evento, e dos vereadores. Eles pediram também paz e segurança na cidade. “A igreja não amaldiçoa os políticos, somos parceiros. Que os governantes tenham a orientação do Senhor para tomar as decisões corretas.”, pediu o pastor Antônio Cirilo.

Centenas de pessoas participaram do evento após marcha em direção ao palco, que teve saídas da Praça de Heliópolis, Portal da Via Dutra e do 39º Batalhão de Polícia Militar. Sete tendas foram espalhadas pela cidade, onde voluntários passaram o dia orando pelo município. As tendas foram instaladas em locais públicos como a Prefeitura, a Câmara, o Batalhão, a Delegacia, o Hospital Municipal, o Fórum e a fábrica da Bayer.

Segundo um dos representantes da comissão, o pastor e vereador de Belford Roxo Ângelo Ventura, a intenção é transformar a cidade através da fé. “Belford Roxo tem uma das maiores comunidades evangélicas do Rio e temos um sonho. Queremos assistir a transformação dessa cidade, formar uma unidade para mudar a visão de que Belford Roxo é ainda um dos municípios mais violentos do mundo. A mudança vai acontecer, a glória de Deus se manifestará nesta cidade”, disse o pastor.

Fonte: Jornal Hora H.

Secretaria Especial dos Direitos HumanosO abuso sexual dentro do próprio lar, que tem no agressor alguém da família, é o tipo de violência contra a criança e o adolescente mais citado pelas instituições que atendem menores, no município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. As ocorrências desse tipo de abuso, chamado de intra-familiar, são maiores que as do abuso sexual extra-familiar, cometido fora do âmbito da família.

O resultado consta de pesquisa realizada pelo Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência Sexual Infantojuvenil no Território Brasileiro (PAIR), divulgada nesta quarta-feira (8), em seminário realizado em Belford Roxo. O PAIR é coordenado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República.

A coordenadora do programa no estado do Rio, Valéria Brahim, explicou que o PAIR tem o objetivo de fazer um diagnóstico da violência infantojuvenil e funciona como um estímulo para o trabalho conjunto dos programas de enfrentamento à violência sexual. “E, principalmente, [conhecer] quais são as instituições que estão trabalhando nesse enfrentamento, para otimizar essas ações”, disse.

Segundo Valéria, que também é gerente de programas sociais da Associação Brasileira Terra dos Homens (ABTH), ainda há pouca informação, no município de Belford Roxo, sobre outros tipos de crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes, entre os quais o turismo sexual, a pornografia infantil e o tráfico para fins de exploração sexual.

Ela acredita que o abuso sexual dentro e fora do lar é o mais citado, em parte, devido à falta de identificação de outros casos de exploração sexual. Por isso, Valéria destacou a importância de as pessoas denunciarem esses crimes. “As redes de exploração sexual são muito bem formadas e, muitas vezes, as pessoas têm medo de denunciar. Mas a gente sabe que a denúncia pode ser feita anonimamente pelo Disque 100, que é um número nacional”.

“A gente tem uma escala gradativa. Quanto menor a criança, o abuso sexual intrafamiliar praticado por alguém de casa, dentro do lar é mais praticado, possivelmente por uma maior vulnerabilidade dessa criança e da confiança que ela tem nos parentes. E, quanto maior for a idade, a gente vai tendo uma ida para fora da família. Casos de abuso e exploração também acontecem com maior frequência nas faixas etárias maiores”, relata Valéria Brahim.

Segundo ela, embora o pai e o padrasto sejam os principais autores de violência sexual contra crianças e adolescentes identificados na cidade da Baixada Fluminense, seguidos do avô, tio e irmão, a figura materna também é encontrada entre os molestadores sexuais, em muitos casos. “Apesar de não ter aparecido com tanta frequência, até mesmo por uma questão de concepção da sociedade de que é o homem é o que violenta, há muitos casos de abuso que também são praticados por mães e avós que violentam seus filhos ou parentes mais próximos”. Foram identificadas três localidades de maior ocorrência de violência sexual infantojuvenil em Belford Roxo. São as comunidades do Parque São José, Shangri-lá e Praça de Heliópolis. Quando se busca a origem das crianças e adolescentes molestados, verifica-se, porém, que o número de comunidades citadas sobe para seis, e inclui as de Roseiral, Jardim Redentor e Bom Pastor. Em geral, são comunidades de menor poder aquisitivo. A coordenadora do PAIR ressaltou, contudo, que o abuso e a exploração sexual não estão ligados, necessariamente, à questão da renda. “A gente sabe que essa violência ocorre também nos condomínios da Barra da Tijuca e na Zona Sul, mas eles têm um muro de influência muito mais forte. E os casos não chegam, infelizmente, aos atendimentos públicos”. Isso significa que quanto mais rico for o autor da violência sexual contra a criança e o adolescente mais difícil fica a sua responsabilização.

A pesquisa foi realizada pelas equipes do PAIR e da ABTH e aplicada por universitários do curso de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foram ouvidas pessoas do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, da comunidade, de movimentos sociais organizados e das áreas de defesa e responsabilidade, atendimento e prevenção.

A maior parte dos entrevistados (87%) são pessoas da área governamental, das três esferas, com o campo de atuação majoritariamente voltado à política de proteção social especial em relação ao público-alvo (73%). Valéria Brahim salientou que cabe ao Estado enfrentar a questão da violência infantojuvenil. “O percentual da sociedade civil vem como um apoio ao que é uma função do Estado”.

A pesquisa constatou, ainda, que a maioria dos registros de violência sexual contra a criança e o adolescente (87%), no município de Belford Roxo, é feita por meio de denúncia anônima. A coordenadora do PAIR no Rio de Janeiro afirmou que a demanda, com a qual os conselhos tutelares se deparam, de atender à criança e protegê-la da violência sexual é tão premente que a sistematização dos registros acaba ficando num plano secundário. “Essa é uma questão que o Estado precisa observar para dar mais infraestrutura de trabalho a esses profissionais”.

Ela lamentou que ainda não haja, no país, uma cultura de direcionar esses dados para pesquisas, porque isso “é importante para a criação de políticas públicas. A gente precisa levantar a demanda para que a política pública seja de fato inaugurada e fomentada em casos que já existam”.

Fonte: CDI, Terra.


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